sábado, fevereiro 04, 2006
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rosa dos ventos
lembrar a matapa no gelo do norte/ molhar no wasabi o camarão do sul/ rolinhos e cubos cortados com sorte/ e uma faca aquecida no atlântico azul
eu globalizo, tu globalizas, nós/ globalizamos com esteira e cerveja/ chopinho, chorinho e vira do minho/ e vinho exportado, lembrado e saudado/ e bebido à saúde./
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11 Comments:
não se acredita. custa a engolir. ou esta cidade é tão pós-moderna que de repente faz um curto-circuito no espaço e no tempo entre a praça da república e o choupalinho, ou estas excelentes e oportunas fotografias (parabéns Pedro) são já sinais do apocalipse, de uma cidade a entrar nas últimas voltas. o ar tresanda a pipocas.
Eu prometo que, assim que voltar a fazer turismo (e esta terra incentiva-nos cada vez mais a sair daqui), volto a colocar umas fotos mais arejadas.
Por enquanto, desculpem lá, deixem-me que vos use como escape. Ou então regressem - vós, @s da diáspora - para defender o que resta desta terra.
Pedro
Estava intrigada ao ver as imagens imaginando onde diabo seria e porque diabo estavao aqui quendo... de repente... zas... realmene nao consigo imaginar pior... mas tenho a certeza que ha pior e sei-o depois de ter lido aquele blog das perolas do Mario Nunes. Mas, de repente, tudo ficou evidente. O homem esta mesmo numa cruzada qur nao e obviamente nem sequer pela cultura popular (ou la o que e isso ou la o que sja que ele quer dizer com os ranchos e as folcloricas que eu respeito profundamente e tem feito um servico importantissimo por aquilo que nao e o nosso (que ja era, de qualque modo) estado providencia. A cruzada e contra tudo o que se pode associar com a Coimbra universitaria, ou a Coimbra da ou cultura com C, ou tudo o que possa ter sido de contributo da Capital da Cultura para a imagem da cidade (va-se la ver, se calhar o homem queria ter sido convidado para director da coisa e nao foi, e agora esta ressabiado). Porque e obvio que aquilo que esta na Praca da Republica so pode ser uma cuspidela, ou um escarro (pra descrever melhor o sentimento da coisa) em tudo o que significa esse outro lado de Coimbra. Uma coisa destas so pode vir daquela pessoa, realmente. Mas e um sinal assustador do que ele esta disposto a fazer, porque se percebe qual e a cruzada dele.
ja agora, qual e que era o evento? ou nao era nenhum? era mesmo a fartura e o carrinho de choque?
Querida Sílvia:
É mesmo só a fartura e o carrinho de choque, na concretização de uma "parceria" entre a CMC e o empresário dos mesmos.
Vale a pena dizer que, no âmbito desta "parceria" (público-privada, como é de bom tom dizer-se agora), a CMC isentou o empresário do pagamento das taxas de utilização de espaço público normalmente aplicáveis a estes casos, em troca de "senhas" de viagens nos carrinhos para distribuir pelas crianças do concelho e pelos filhos dos funcionários da autarquia.
Não estou a brincar...
Por outro lado, e o que é mais assustador, desta vez o Mário Nunes não é o culpado. A original ideia de dinamização do centro urbano e de rentabilização do espaço público pertence a Horácio Pina Prata, vice-presidente da CMC e candidato não declarado à sucessão de Carlos Encarnação caso este nos surpreenda com uma retirada estratégica a meio (um quarto?) do mandato...
O escarro de que falas, e que sinto diariamente a escorrer-me pela cara, ganhou, portanto, dimensão institucional.
abraços,
Pedro
Assim como juntámos gente à volta da indignação contra a política cultural da CMC, está na hora de juntarmos gente pelo resgate da dignidade da Praça da República. Estou nessa. Vamos a isso, Pedro?
Amiguismo, parte II?
Provocações on-line?
Vamos a isso!
Mas eu estou com a Sílvia: como nem todos na Câmara são atrasados mentais, entendo esta "última volta" como uma provocação, consciente e deliberada, aos "intelectuais da cidade". Só assim se justifica o desplante, numa zona especialmente sensível.
Daí que ache fundamental recuperar a discussão do estacionamento. Em que ponto ficámos?
Acho que ficámos... estacionados. A qualquer momento a braga-perfuradora entrará em acção. Com bênçãos múltiplas, incluindo porventura a da torre mais alta da cidade. Esta "última volta" foi a preparação do clima. Porque, depois disto, só se pode mesmo melhorar...
não pedrinho, para fotos burguesas (e nem sempre arejadas) já eu tenho contribuído em excesso :-)
suspeito, isso sim, que esta 'última volta' pode vir a marcar um ponto de viragem neste nosso espaço vitual. se não ajudar mesmo, a primeiras voltas no espaço real.
nuno please... eu preciso das fotos burguesas para sobreviver...
o que nao quer dizer que estas voltas nao sejam tambem aquilo que nos faz mover...
como eu o vejo nao ha nenhuma fronteira real entre as duas coisas. em algum momento e lugar foram construidas, e sao mantidas porque sao eficazes, porque nos separam da politica da vida
sim, foi uma especie de dessacralizacao do espaco para banalizar o que ai vem com o estacionamento.
talvez uma reaccao forte contra o que foi feito possa refrear os animos.
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