quarta-feira, abril 19, 2006

Lisistrata reeditada

Idan Halili, 19 anos, foi isenta de servico militar em 27 de Dezembro de 2005, depois de ter passado duas semanas na prisao por se recusar a prestar servico do exercito israelita. O comite de consciencia do exertico recusou inicialmente ouvir o seu caso mas acabout por aceitar uma audiencia depois de apelo. O comite nao lhe reconheceu o direito a ser isentada de servico militar por razoes de consciencia, mas declarou-a "nao apta" para servico militar. Para alem da sua oposicao em servir numa forca miliar, Idan tambem exprimiu a sua objeccao de consciencia sob um ponto de vista feminista anti-militarista.
Na carta onde explicou as suas razoes para querer ser isenta de servico miliar escreveu: Uma instituicao fortemente patriarcal, como o exercito, subscreve a marginalidade feminina … e a superioridade de valores identificados com os homens. Uma vez que o exercito possui uma grande centralidade na sociedade, uma cultura de assedio sexual tambem e exportada para a ... sociedade civica. … Eu, enquanto feminista, considero que devo evitar o servico militar e agir para limitar e reduzir a influencia do exercito na sociedade civica. …Quando os homens passam o periodo formativo das suas vidas na organizacao militar eles estao mais sujeitos a receber reforco positivo para o uso da forca bruta e da violencia … numa organizacao cujos valores principais incluem superioridade e controle. … Eu nao posso aderir a uma organizacao que, directa ou indiractamente, encoraja a violencia – de alguma forma ou tipo – contra as mulheres. … Nao posso viver em tal negacao flagrante da minha consciencia.

in http://web.amnesty.org/pages/iot_previous_appeal_cases

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2 Comments:

Anonymous Anónimo disse...

Ser objector de consciência em Portugal há sete anos atrás era bem menos heróico e bem mais patético.
Por um lado, aceitavam sem resistir os nossos argumentos. Por outro, proibiam-nos de sugerir instituições nas quais pudéssemos prestar o serviço cívico (obrigatório por lei), ao mesmo tempo que, por incapacidade burocrática, deixavam expirar o prazo para fazerem eles próprios a colocação.

O GSCOC (Gabinete do Serviço Cívico e dos Objectores de Consciência) será ao que parece extinto no âmbito do PRACE e eu fico sem saber a quem comunicar uma próxima alteração de morada...

2:59 a.m.  
Blogger Nuno disse...

Mas 'eles' não perceberão, meu Caríssimo Pedro, que a objecção de consciência é uma questão de princípio e não de lugar?

5:46 a.m.  

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