Lisistrata reeditada
Idan Halili, 19 anos, foi isenta de servico militar em 27 de Dezembro de 2005, depois de ter passado duas semanas na prisao por se recusar a prestar servico do exercito israelita. O comite de consciencia do exertico recusou inicialmente ouvir o seu caso mas acabout por aceitar uma audiencia depois de apelo. O comite nao lhe reconheceu o direito a ser isentada de servico militar por razoes de consciencia, mas declarou-a "nao apta" para servico militar. Para alem da sua oposicao em servir numa forca miliar, Idan tambem exprimiu a sua objeccao de consciencia sob um ponto de vista feminista anti-militarista.
Na carta onde explicou as suas razoes para querer ser isenta de servico miliar escreveu: Uma instituicao fortemente patriarcal, como o exercito, subscreve a marginalidade feminina … e a superioridade de valores identificados com os homens. Uma vez que o exercito possui uma grande centralidade na sociedade, uma cultura de assedio sexual tambem e exportada para a ... sociedade civica. … Eu, enquanto feminista, considero que devo evitar o servico militar e agir para limitar e reduzir a influencia do exercito na sociedade civica. …Quando os homens passam o periodo formativo das suas vidas na organizacao militar eles estao mais sujeitos a receber reforco positivo para o uso da forca bruta e da violencia … numa organizacao cujos valores principais incluem superioridade e controle. … Eu nao posso aderir a uma organizacao que, directa ou indiractamente, encoraja a violencia – de alguma forma ou tipo – contra as mulheres. … Nao posso viver em tal negacao flagrante da minha consciencia.
in http://web.amnesty.org/pages/iot_previous_appeal_cases
Na carta onde explicou as suas razoes para querer ser isenta de servico miliar escreveu: Uma instituicao fortemente patriarcal, como o exercito, subscreve a marginalidade feminina … e a superioridade de valores identificados com os homens. Uma vez que o exercito possui uma grande centralidade na sociedade, uma cultura de assedio sexual tambem e exportada para a ... sociedade civica. … Eu, enquanto feminista, considero que devo evitar o servico militar e agir para limitar e reduzir a influencia do exercito na sociedade civica. …Quando os homens passam o periodo formativo das suas vidas na organizacao militar eles estao mais sujeitos a receber reforco positivo para o uso da forca bruta e da violencia … numa organizacao cujos valores principais incluem superioridade e controle. … Eu nao posso aderir a uma organizacao que, directa ou indiractamente, encoraja a violencia – de alguma forma ou tipo – contra as mulheres. … Nao posso viver em tal negacao flagrante da minha consciencia.
in http://web.amnesty.org/pages/iot_previous_appeal_cases
Etiquetas: Paz


2 Comments:
Ser objector de consciência em Portugal há sete anos atrás era bem menos heróico e bem mais patético.
Por um lado, aceitavam sem resistir os nossos argumentos. Por outro, proibiam-nos de sugerir instituições nas quais pudéssemos prestar o serviço cívico (obrigatório por lei), ao mesmo tempo que, por incapacidade burocrática, deixavam expirar o prazo para fazerem eles próprios a colocação.
O GSCOC (Gabinete do Serviço Cívico e dos Objectores de Consciência) será ao que parece extinto no âmbito do PRACE e eu fico sem saber a quem comunicar uma próxima alteração de morada...
Mas 'eles' não perceberão, meu Caríssimo Pedro, que a objecção de consciência é uma questão de princípio e não de lugar?
Enviar um comentário
<< Home