Quarta-feira, Agosto 31, 2005

A Cataplana, no Bairro Alto

O Bairro Alto de meados de Agosto estava cheíssimo de gente, sobretudo estrangeiros. Dos autóctones só se viam mesmo aqueles que não puderam fugir e a gente da província em visita à capital. Este era o nosso caso. O 1º de Maio estava fechado para férias e encontrar um sítio onde apetecesse jantar não foi nada fácil. Não havia plano B e com a ida ao Kê Sushi (Alcântara) na noite anterior o grau de exigência era considerável. Ainda por cima apetecia-me açorda. Claro que estivemos quase para entrar no Pap'Açorda (mas por causa da mousse de chocolate) só que achámos que apresentar um recibo de despesas de jantar de lá, mesmo que nem fosse assim tão caro, seria mal interpretado.
O Restaurante Cataplana fica numa daquelas ruas do meio, no meio do bulício boémio do Bairro. Tinha efectivamete açorda e preços muito em conta (açorda para duas pessoas = 10euros) A açorda era efectivamente deliciosa e o restaurante que era pequenino, estava calmissimo, com apenas mais uma mesa ocupada por comensais.

Mas claro, o melhor foi mesmo o restaurante: o dono muito simpático, os amigos na conversa sentados na mesa próxima do balcão, aquela figura altissima e corcunda vestida com um fato preto que entrava de vez em quando para dar dois dedos de conversa, a pouca vontade do dono de deixar entrar no restaurante a confusão das ruas, as paredes indescritíveis, os objectos de todos os tipos por todos os lados, a cerveja quente...

Não fica nada atrás da Favela Chic! É uma Favela Chic portuguesa em Portugal, é certo, mas quando eu abrir uma tasca em Paris vou lembrar-me deste.

E garanto que se come muitissimo bem! É ou não, Mónica? São dela algumas das fotos, a ferramente que as alojou e o custo do seu envio.

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Domingo, Agosto 28, 2005

Paraty




Na língua tupi, paraty significa “peixe do rio”ou “viveiro de peixes”. Era assim que os índios guaianás chamavam ao local onde hoje se situa a cidade. Até aos dias de hoje os paratis (da família das tainhas) se deslocam aos rios que desaguam na baía de Paraty para desovar e procriar, regressando de novo ao mar.


A cidade foi fundada em 1667 em redor da Igreja da Nossa Senhora dos Remédios, a padroeira da cidade, e destacou-se economicamente, num período inicial, pelos seus (mais de 250) engenhos de cana-de-açúcar, sendo considerada sinónimo de boa aguardente de cana.
No século XVIII passou a ser um importante porto por onde passavam as pedras preciosas e ouro de Minas Gerais rumo a Portugal. Esta rota rapidamente foi alterada pelos constantes ataques de piratas que se refugiavam em praias como Trindade (a 30 minutos de Paraty), empurrando a cidade para um grande isolamento econômico.
A partir dos anos 70, com a construção de estradas que ligam os grandes centros urbanos à cidade, Paraty transforma-se num pólo de turismo nacional e internacional, pela sua beleza natural e excelente estado de conservação das suas ruas e monumentos.

O trânsito é proibido no centro histórico, que data de 1820, e o caminhar é lento, devido às pedras “pés-de-moleque” que cobrem as ruas. Conseguimos facilmente distinguir quem é “caiçara” – nome dado a quem nasceu e vive perto do mar, em Paraty - de quem não é: uns olham em frente, os outros para o chão, tentando não torcer um pé.

As ruas foram traçadas de nascente para poente e de norte para sul, com uma inclinação estratégica que defendia a cidade dos ataques de piratas e dos ventos que “traziam doenças”. A depressão a meio das ruas do centro facilita ainda hoje a invasão das águas do mar em marés de lua cheia, de tal forma que os habitantes da cidade dizem que Paraty se transforma numa “Veneza brasileira”.

Informações úteis:

Paraty situa-se a 250 km do Rio de Janeiro e 300 km de São Paulo. A melhor forma de chegar é de carro ou de autocarro (empresa Costa Verde). Preço do bilhete: 35 reais.

Onde ficar (uma sugestão entre muitas, a oferta é grande): Pousada da Marquesa, Praça da Matriz. Quarto individual: 75 reais. Quarto Duplo: 110 reais.

Festivais: Festival da Pinga (Agosto); Festa Literária Internacional (Julho)

Praias: as praias de Paraty não são recomendadas. No entanto, apenas a 30 km, encontramos verdadeiros paraísos naturais, como a praia de Trindade. A estrada de Trindade passa pelo morro do Deus-me-livre, assim conhecido pela dificuldade de acesso, especialmente em dias de chuva.

Restaurante: Porto da Pinga. Pela comida, pela música...e pelas casas de banho.

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Segunda-feira, Agosto 22, 2005

S. Pedro de Moel II


Estas fotos não foram tiradas por mim. Os créditos são do Victor. A estrela foi feita pela Dina, pelo Miguel e pelo Xavier.

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Sexta-feira, Agosto 19, 2005

la parra com muita uva











Ainda há sítios assim. E este não anda muito longe. Fica só um bocadinho para lá da fronteira com Elvas, pouco além do que fica à vista. Descanso, descanso, descanso... A televisão fica de fora, mas os livros apetecem e são bem vindos.
O espaço é maravilhoso. Os detalhes são preciosos.
Para quem não quer ficar-se apenas pelo descanso, pode deixar-se levar pelas inúmeras sugestões de actividades 'al redor'.

Os detalhes, que neste caso contam muito, estão em www.laparra.net

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Terça-feira, Agosto 16, 2005

Ilha

Vasco da Gama chegou em 1498, encontrou um Sheik chamado «Mussal A'l Bik». Eu estive lá em 2003. Chama-se ilha de Moçambique e só não é um sonho pela degradação, pelo sobrepovoamento e pela pobreza. Não consegue deixar de ser um lugar de encanto pela beleza natural, das mulheres e das cores com que se vestem, pelo ambiente cosmopolita que ali se sente, pela herança arquitectónica reveladora das várias influências, pelas cores do mar e do pôr do sol. Com sorte, perdemo-nos pelas ruas da ilha, deparamos com uma qualquer festa, talvez um casamento, e temos direito a uma sessão de «tufo». Tufo é o nome uma dança tradicional, dançada só por mulheres, de uma beleza e sensualidade muito próprias. Com sorte também ficamos mais do que os dois curtos dias que ali passei e tiramos muitas mais fotografias. Há vários sítios onde ficar, algumas guesthouses e um hotel reconstruído há poucos anos, com uma vista bem interessante. Para lá chegar, pode ir-se de avião até à cidade de Nampula e dali seguir de carro. Parece que a estrada melhorou substancialmente desde a minha visita. É uma excelente notícia. Acho que devia ir verificar in loco...








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Sexta-feira, Agosto 05, 2005

granada





em granada, o abandono e a eleição convivem como se sinónimos fossem. tem muitas cidades dentro da cidade. é aí que está muito do seu encanto. e, depois, há a luz.

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Segunda-feira, Agosto 01, 2005

Rio de Janeiro

E a cidade
Que tem braços abertos num cartão postal...








Com os punhos fechados da vida real

(Alagados - Bi Ribeiro - João Barone - Herbert Vianna)

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e se as flores nascessem no céu?

aconteceu em Coimbra, no bairro da Relvinha, nuns dias de Agosto de 2003.

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Zetor, de Aki Kaurismaki

A propósito do filme do Aki Kaurismaki que deu na 2 lembrei-me de um dos restaurantes dele em Helsinkia. Depois de bem explorada posso garantir que a página faz justiça ao que aquilo é, pelo que recomendo um tour virtual (para já). Não deixem de ver os menús.
Quanto ao que é ao vivo, só mesmo visto porque as fotos não desvendam o espaço. É, eu não tirei nenhuma.
E às sextas à noite ainda é mais do que aquilo que é. Com a pista de dança a funcionar e com um pessoal que eles não são figurantes mas não podiam ter sido melhor escolhidos. Não dá pra descrever.
Sim, confesso, fui lá mais do que uma vez. Mas também foi porque a comida lá é relativamente barata. É sem dúvida um sítio a incluir numa ida a Helsinkia.
A página: http://www.ravintolazetor.fi/eng/menuz/index.html


MAS, para este post não ficar sem fotos, aqui vai o documentário de um outro jantar em Helsinquia. De rena. De barco.

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Praia Fluvial de Poço Corga

É um sítio onde se pode passar um bom dia. A água não é gélida e é de qualidade suficiente. Os serviços de apoio são razoáveis, existe um parque de merendas coberto por antiquissimos carvalhos, mas também é possível almoçar no enorme restaurante existente no local. Fica em Castanheira de Pera e beneficia enormemente da novissima piscina das ondas, pois viu a pressão demográfica reduzida. Só não diria ser o sítio mais seguro do mundo para as crianças. Apesar de existirem imensos espaços simpáticos onde elas podem brincar terá de ser sob constante vigilância. Enfim, mas existe algum sítio seguro para crianças?!

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